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Capa do livro Línguas na Igreja

Estudo bíblico · amostra gratuita

Línguas na Igreja

Idioma, mistério e edificação.

Pr. Roseno RibeiroComeçar a leitura ↓

Apresentação desta edição

Experiência diante da Escritura

Esta edição foi organizada como material de estudo e ensino, com uma linguagem pastoral, bíblica e direta.

O propósito é ajudar os irmãos a examinarem o tema das línguas na igreja à luz de Atos 2 e 1 Coríntios 14.

Meu objetivo não é apagar o agir do Espírito Santo, nem desprezar experiências sinceras. Meu objetivo é colocar a experiência diante da Escritura, para que o culto continue sendo lugar de reverência, ordem, entendimento e edificação.

Não é que Deus não compreenda; é que a igreja não compreende quando não há interpretação.

Leia este estudo com a Bíblia aberta, espírito humilde e compromisso com a edificação do corpo de Cristo.

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Apresentação pastoral

A igreja está entendendo e sendo edificada?

Amados irmãos, eu quero tratar este assunto com temor, equilíbrio e responsabilidade diante da Palavra de Deus.

Quando eu olho para 1 Coríntios 14, percebo que Paulo não está tentando apagar o agir do Espírito Santo, mas está colocando ordem no culto da igreja.

Este estudo não nasceu para atacar experiências pessoais, nem para zombar de irmãos sinceros. Ele nasceu de uma pergunta bíblica: quando Paulo fala de línguas, mistério e interpretação, qual era a preocupação apostólica?

A resposta que encontro no texto é clara: Paulo está preocupado com a edificação da igreja.

Eu defendo que, em 1 Coríntios 14, o chamado “mistério” pode não ser ausência de idioma, mas ausência de entendimento. Aquilo que Deus entende perfeitamente pode continuar sendo mistério para a assembleia quando os irmãos não compreendem a língua ou a fala que está sendo usada.

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Tópico 1

O texto-base: língua, espírito e mistério

“Porque o que fala em língua desconhecida não fala aos homens, senão a Deus; porque ninguém o entende, e em espírito fala mistérios.”1 Coríntios 14:2

Quando eu leio esse texto, observo três expressões importantes: língua, espírito e mistério.

A palavra traduzida por língua pode apontar para língua, linguagem ou idioma. Isso já abre espaço para uma leitura em que Paulo esteja tratando de uma fala real, mas não compreendida pelos ouvintes.

Eu não vejo Paulo dizendo que Deus não entende. Pelo contrário, ele diz que a pessoa fala a Deus. O problema é que “ninguém o entende”. Logo, o ponto de tensão não está no ouvido de Deus, mas no entendimento da igreja.

Assim, quando Paulo diz que a pessoa “em espírito fala mistérios”, eu entendo que o mistério pode estar no campo dos ouvintes. Para quem não compreende o idioma, aquilo fica encoberto. Para Deus, não há confusão; para a assembleia, não há edificação.

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Tópico 2

Atos 2: línguas que comunicaram às nações

Em Atos 2, o Espírito Santo foi derramado no dia de Pentecostes.

A Bíblia diz que todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que falassem.

O detalhe mais importante é que os povos presentes entenderam. Cada um os ouvia falar na sua própria língua. Havia partos, medos, elamitas, moradores da Mesopotâmia, Judeia, Capadócia, Ponto, Ásia, Egito, Líbia, Roma, cretenses e árabes. Eles ouviam as grandezas de Deus em seus próprios idiomas.

No Pentecostes, as línguas não foram usadas para criar confusão, mas para comunicar a mensagem de Deus às nações.

A igreja nasceu em movimento, mas também nasceu comunicando. Por isso, quando eu chego em 1 Coríntios 14, carrego esse princípio: o Espírito Santo não veio apenas para produzir impacto; Ele veio para testemunhar de Cristo e edificar pessoas.

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Tópico 3

O problema de Corinto: falta de entendimento

Eu não vejo Paulo dizendo que falar em línguas era pecado.

“Dou graças ao meu Deus, porque falo mais línguas do que vós todos.”1 Coríntios 14:18

Mas quando o assunto é o culto público, Paulo estabelece uma regra muito clara: ele prefere falar cinco palavras com entendimento para instruir os outros do que dez mil palavras em língua desconhecida.

Isso me ensina que, no culto, aquilo que não é compreendido não instrui a igreja. Pode até parecer forte, pode até emocionar, pode até causar admiração, mas se a igreja não entende, a igreja não foi alimentada.

O culto não é palco para exibição espiritual. O culto é ajuntamento do corpo de Cristo.

E no corpo, aquilo que é feito precisa cooperar para crescimento, instrução e edificação de todos.

Fim da amostra

Fogo no altar e Palavra compreendida.

Continue o estudo sobre mistério, interpretação, edificação e o equilíbrio bíblico entre não proibir o dom e não permitir confusão.

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